Prof. Me. Alexandre Monteiro

O ambiente escolar sempre me fascinou, desde pequeno, seja pela descoberta de novos conhecimentos e de experiências significativas de aprendizagem, seja pelas relações construídas com colegas e professores que perduram até hoje.
Um divisor de águas para mim, em termos de maturidade atitudinal, foi quando iniciei a 5ª série do Ensino Fundamental. Havia um professor para cada matéria e isto nos trazia maior responsabilidade para administrar os estudos e a entrega de lições.
A professora de Matemática, chamava-se Érica Guarnier, e era uma pessoa a qual eu admirava muito, pelo entusiasmo, pela didática, pela forma como conseguia tratar de temas transversais como Direitos Humanos e Ecologia na sua matéria e ensinar para além da dimensão técnica da Matemática.
Domínio pleno da matéria, dedicação, respeito e empatia são virtudes que lhe eram inerentes e me influenciaram muito para admirar a profissão de professor.
Em uma ocasião, quando eu estava na 6ª série do Ensino Fundamental, o colégio nos levou ao teatro da cidade para assistirmos ao espetáculo “O Homem que calculava” de Malba Tahan.
Foi fascinante, pois era uma forma imersiva de aprender matemática. A forma como o personagem Beremiz Samir resolveu o problema dos 35 camelos na repartição entre três irmãos e ainda ficou com um camelo para ele, realmente despertou não só a minha curiosidade matemática, mas de todos os colegas e creio que este foi um episódio que me influenciou muito no gosto pela matemática.
Este gosto pela matemática e pela física me impulsionaram a cursar o Ensino Médio na Escola Técnica Federal de São Paulo que estava, na época, ranqueada entre as 10 melhores escolas da América Latina.
Lá o ensino foi muito forte nas matérias de matemática e de física, aspecto pelo qual me motivou a escolher cursar bacharelado em Matemática pura, depois licenciatura em matemática e, por fim o mestrado em Matemática Aplicada, visando atuar como professor de matemática no Ensino Superior.